A GENEALOGIA

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Pesquisas sobre a família, sobre o contingente de indivíduos afetados e sobre os ancestrais mais remotos foram então retomadas e expandidas. Uma verdadeira imagem do que realmente aconteceu em 150 anos foi obtida. A doença parece aparecer na família em meados dos anos 1800. O pedigree inclui 288 membros de 6 gerações.

 A reconstrução dos acontecimentos, obtida a partir das escassas fontes documentais e dos pequenos depoimentos orais, ainda consegue esclarecer o que aconteceu nessas famílias, que se tornaram numerosas no final de 1800, quando a doença intensificou sua incidência. 

A árvore genealógica possibilitou compreender que o modo de transmissão era de tipo autossômico dominante, nunca percebido antes, devido à aparente episodicidade da doença. Ainda hoje se conta de mortes prematuras e misteriosas em torno das quais se encontravam o silêncio e o silêncio. 

Eles sobrevivem às memórias de mulheres e homens internados em hospitais psiquiátricos. Demência de presença, leucoencefalite, encefalopatia alcoólica, síndrome dissociativa e até “acidente vascular cerebral” foram os diagnósticos emitidos. Os mais precisos definem o afeto uma encefalopatia familiar.

 A progênie inevitável desmembramento, soltando-se a extinção da relação entre famílias monoparentais, a emigração, muitas vezes coletiva, favoreceu a mistura da doença em uma série episódica. O enigma e a tragédia permaneceram ocultos. 

O estudo genealógico não apenas permitiu coletar uma simples quantidade de dados que às vezes são incompletos e, portanto, necessariamente oferecidos para interpretação. 

Como essas histórias foram tiradas em dezenas dos arquivos, procedemos, na medida do possível e mesmo aventureiro, à procura de registros médicos e material de autópsia, muitas vezes com bons resultados. 

O arranjo genealógico também permitiu a retirada de 55 membros da família para análise de DNA. Insônia familiar fatal também foi encontrada nos Estados Unidos, França, Alemanha, Áustria, China, Japão e outra família italiana.

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